Ontem eu descobri,
que posso ser feliz
o tempo que quiser.
Basta conectar minh'alma,
em um único lugar.
Deus não me deve nada.
Foto: Hélio Zenith.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Postado por Mamello às 13:51 15 comentários
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Naquela tarde, o céu cinzento se abriu e sobre mim caiu uma chuva de pedras. No meu quarto, um velho guarda-chuva tentava amenizar a dor que cada pedra causava. Ao tentar sair do quarto, percebi que atravessar a sala não seria uma tarefa nada fácil (lá a chuva era mais intensa e o velho guarda-chuva já dava sinais de não suportar tanta voracidade).
Mesmo com os braços e pernas levemente dormentes, caminhei e aos poucos fui percebendo que a chuva de pedras diminuía.
Ao concluir a travessia da sala, entrei no banho e deixei que a água que corria pelo meu corpo fosse lentamente levando as pedras fincadas na minha pele. E mesmo criando tudo, ambientando tudo, não parecia haver no mundo lugar no qual eu pudesse estar protegido. Mas ao sair do banho, lá fora, na sala, já não chovia mais. Já era dia.
No meu quarto o sol surgia e trazia você entre os primeiros raios daquela manhã. O sol sorriu pra mim - você me abraçou.
Com o tempo, você e seus abraços me incentivaram a colher todas as pedras: as do quarto, as da sala e também as que a água do banho lavou de minh'alma. Eu já não precisava mais daquele velho guarda-chuva.
Estou construindo o ponto mais alto do mundo,
e a vista já é maravilhosa.
Mesmo com os braços e pernas levemente dormentes, caminhei e aos poucos fui percebendo que a chuva de pedras diminuía.
Ao concluir a travessia da sala, entrei no banho e deixei que a água que corria pelo meu corpo fosse lentamente levando as pedras fincadas na minha pele. E mesmo criando tudo, ambientando tudo, não parecia haver no mundo lugar no qual eu pudesse estar protegido. Mas ao sair do banho, lá fora, na sala, já não chovia mais. Já era dia.
No meu quarto o sol surgia e trazia você entre os primeiros raios daquela manhã. O sol sorriu pra mim - você me abraçou.
Com o tempo, você e seus abraços me incentivaram a colher todas as pedras: as do quarto, as da sala e também as que a água do banho lavou de minh'alma. Eu já não precisava mais daquele velho guarda-chuva.
Estou construindo o ponto mais alto do mundo,
e a vista já é maravilhosa.
Foto: Clara Dias.
Postado por Mamello às 13:42 10 comentários
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Assim que você me trouxe o sol novamente,
(através da beleza dos teus olhos)
saí apenas com uma mochila nas costas.
Desde então tenho viajado pela longa estrada,
(iluminado pela candura da tua alma)
onde o combustível é apenas minha intuição.
Sei que minha decisão me colocará no caminho certo.
É por isso que viajo pela longa estrada
para que eu possa sorrir tranquilamente,
sem medo de ser repreendido
ou de me sentir confuso novamente.
Sinto-me bem interiormente, como há muito não sentia... até ouço o eco das minhas gargalhadas novamente.
Vou continuar viajando.
Foto: Marcio Mello.
Postado por Mamello às 10:54 10 comentários
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Quando pensei que era a linha de chegada, era outra surpresa:
era mais uma curva na estrada.
Sem saber o que me esperava após, resolvi não frear.
Porém, algo mais forte fez com que eu tirasse o pé do acelerador.
Dasacelerei.
Isso surpreendentemente fez com que eu passasse mais tempo a me deliciar com o tácito sabor daquele sinuoso fogo fátuo.
E não me perdi.
Tornei-me um apreciador de curvas inesperadas.
era mais uma curva na estrada.
Sem saber o que me esperava após, resolvi não frear.
Porém, algo mais forte fez com que eu tirasse o pé do acelerador.
Dasacelerei.
Isso surpreendentemente fez com que eu passasse mais tempo a me deliciar com o tácito sabor daquele sinuoso fogo fátuo.
E não me perdi.
Tornei-me um apreciador de curvas inesperadas.
Foto: Marcio Mello.
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Mesmo que na última noite tenha tido pesadelos, acordado com dificuldades de respirar e um tanto imóvel, isso não me assustou.
Pesadelos não me assustam.
Pesadelo é chuva que passa, sonho não.
Sonho é a luz que fica atrás das nuvens carregadas de chuva que caem do imaginário de nossos medos.
Meus sonhos são bem mais belos do que qualquer sensação temporária de felicidade.
E hoje é dia de sol!
Pesadelos não me assustam.
Pesadelo é chuva que passa, sonho não.
Sonho é a luz que fica atrás das nuvens carregadas de chuva que caem do imaginário de nossos medos.
Meus sonhos são bem mais belos do que qualquer sensação temporária de felicidade.
E hoje é dia de sol!
Foto: Marcio Mello.
Postado por Mamello às 11:07 7 comentários
quinta-feira, 25 de junho de 2009
E lá estava ela só. Definitivamente só.
Perdida em meio às páginas de um livro já lido, ela tentava se concentrar naquele velho sofá já conhecido de outras estações (porque aquele quarto não era mais um convite ao seu tão apreciado hábito de ler). Em meio a uma infeliz roleta de pensamentos (que ela tentava espantar para longe, sem sucesso), ocorre a percepção de que aquele não é o seu lugar. Aquele nunca foi o seu lugar. E o seu velho apreciável hábito de ler, já era comparável a entediante programação da TV das tardes de domingo.
O remorso toma conta de seus pensamentos, e ela, lamentavelmente, não sabe o por quê.
Num rompante de raiva, ela arremessa o livro com toda sua força ao espelho da parede do outro lado da sala (que já a olhava por vários minutos com ar de decepção). E mesmo com os vidros e a moldura caindo no chão, o único som daquela sala vazia era o da sua respiração ofegante e descompassada.
A ânsia de choro denunciava sua infelicidade.
E antes mesmo que a primeira lágrima caísse de seu rosto, ela ouviu risos ensurdecedores ecoando na sala, emudecendo o trêmulo som de sua respiração. O livro lançado, havia deixado cair no meio da sala uma foto do seu passado (onde os belos e verdadeiros sorrisos eram dominantes e a felicidade era algo real e não um estado momentaneamente inventado para que se acreditasse estar feliz).
Quando o passado realmente torna-se passado, ele transforma-se no tempo onde só a lembrança é o que pode trazê-lo de volta, de forma inventada.
Nada mais.
Foto: Marcio Mello.
Postado por Mamello às 10:46 10 comentários
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Eu quero que você me ame.
Eu quero que você me ame, com sua paciência e com sua maior vontade. Com a voracidade do amor apetecido pela carne, a veemência do desejo de ser possuída pelo meu corpo e o desejo de que eu fique amando infinitamente dentro de ti.
Eu quero que você me ame, com seus defeitos e suas promessas. Com a paixão crescendo dentro de mim, de forma que quanto mais você se entregue, mais renasça em mim o desejo de querer-te.
Desperta em mim a plenitude de amar-te, sempre.
E que meu súbito desejo latente se faça eterno.
Eu só quero que você me ame.
Foto: Marcio Mello.
Eu quero que você me ame, com sua paciência e com sua maior vontade. Com a voracidade do amor apetecido pela carne, a veemência do desejo de ser possuída pelo meu corpo e o desejo de que eu fique amando infinitamente dentro de ti.
Eu quero que você me ame, com seus defeitos e suas promessas. Com a paixão crescendo dentro de mim, de forma que quanto mais você se entregue, mais renasça em mim o desejo de querer-te.
Desperta em mim a plenitude de amar-te, sempre.
E que meu súbito desejo latente se faça eterno.
Eu só quero que você me ame.
Foto: Marcio Mello.
Postado por Mamello às 16:56 8 comentários
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